POSSESSIVA? VOCÊ? SERÁ?!!

Você conseguirira responder a essa pergunta rapidamente?! Difícil…

Vamos ver se você se enquadra neste “tipo”.

Vem comigo!

Se você é daquelas que controla todos ao seu redor, pare já! Além de não ser nada saudável, só demonstra a sua insegurança

Possessiva POSSESSIVA? VOCÊ? SERÁ?!!

 

Quando há amor, admiração e carinho em jogo, esse é um adjetivo cada vez mais comum. Possessivo, segundo a definição do dicionário, é aquele que se acha dono de algo ou alguém, ou mesmo, a pessoa que quer tudo para si.  

Apesar de estar ligada a sentimentos “nobres”, a possessividade não pode ser considerada algo saudável em nenhum tipo de relação. A prova disso é que não faltam exemplos, seja na dramaturgia ou na realidade estampada nas páginas dos jornais, sobre os problemas que a sensação de posse pode causar a uma pessoa. Das cenas de ciúmes, às brigas terríveis que levam ao rompimento da relação, até o pior dos casos, quando a obsessão é tamanha que provoca os famosos “crimes passionais”.
“O principal risco é exatamente o que o possessivo mais teme: a perda”, afirma a consultora emocional Rennata Alarcon. “Ninguém gosta de sentir que é propriedade do outro. O que queremos é ter alguém ao nosso lado que seja companheiro, amigo e cúmplice; é ter um amor, não um dono”, revela. A psicoterapeuta especializada em casais, Laila Pincelli, concorda e acrescenta: “Toda relação em que não existe equilíbrio entre as pessoas envolvidas acaba gerando dificuldades a curto ou longo prazo. A necessidade de possuir o outro pode ser muito destrutiva, arrasa o relacionamento e destrói a autoestima do casal”.
Quem já sentiu na pele as consequências da possessividade, tanto de um lado como do outro, sabe que o fim do relacionamento acaba sendo inevitável e, pior, sempre muito doloroso. Como o caso da enfermeira Vanessa Almeida, 29 anos, que chegou a mudar de cidade para ir atrás do ex-noivo, que já estava em outra. “Ele terminou comigo, mas eu não aceitava, para mim ele era meu e ponto. Fui atrás dele em Santos e descobri que ele tinha pedido transferência para outra cidade por minha causa, exatamente para ficar longe de mim. Fiquei arrasada”, conta a jovem. “Eu não entendia o quanto minha possessividade sufocava ele, ao ponto de ele achar que só conseguiria se ver livre de mim se fosse para outro lugar. Meu mundo caiu”. Três anos depois, Vanessa finalmente se sente curada da dor e pronta para um novo amor, após muita terapia.
De acordo com a psicóloga Laila Pincelli, a possessividade geralmente dificulta o desenvolvimento emocional, profissional e pessoal dos envolvidos, principalmente daquele que é objeto da posse. “Quando é assim, não existe espaço para a expressão espontânea dos sentimentos, pensamentos e desejos. A tendência é passarem a restringir seus contatos apenas à própria relação. Em casos mais graves, há o risco do relacionamento se tornar agressivo. Esta problemática independe do gênero e está relacionada a questões de insegurança, baixa autoestima e dificuldade de confiar nos outros e em si mesmo”, afirma.

Saiba mais.


Todos os tipos de relacionamento podem ser afetados pela possessividade. A dona de casa Mariana Camargo, 54, se viu perdida quando a única filha foi morar em outra cidade. “Comecei a ligar umas dez vezes por dia para ela, precisava saber todos os seus passos, ficava fora de mim quando ela não atendia ao telefone ou não me ligava de volta”, conta. “Uma vez cheguei a pegar o carro e ir atrás dela, queria saber o que ela estava fazendo, com quem estava envolvida. Quando ela não voltava nos fins de semana, eu fazia uma cena sem tamanho, e quando ela começou a namorar, nossa relação terminou de se afundar”, revela. Foi preciso muita terapia e ajuda do marido para que ela conseguisse se sentir segura novamente e domar a sua possessividade.
Hoje, ela vive tranquila e a filha, que continua morando fora, já é casada e vem visitá-la quando pode. Ela aprendeu que as pessoas precisam de individualidade.

Cuidar de si para fazer bem ao outro.

Não é de um dia para o outro que se toma consciência de que a possessividade passou dos limites. Algumas pessoas conseguem enxergar que o problema está nas próprias atitudes logo nos primeiros sinais de desgaste do relacionamento, enquanto outras precisam de anos de terapia. O fato é que todo possessivo possui baixa autoestima. Por isso, tudo que você puder fazer para investir em si mesma e que ajude a melhorar a imagem que tem de si, vá em frente. Academia, aula de dança, novos cursos, enfim, o que te mantém ocupada e confiante é sempre bem vindo.

Tentar mudar o foco, procurar fazer mais coisas de que gosta sem depender do outro, deixar seu companheiro mais à vontade para viver, partilhar mais, cobrar menos e confi ar mais em si mesmo e nas outras pessoas, também são boas táticas para sair do ciclo vicioso da possessividade. A terapeuta Laila Pincelli ainda revela “É importante que o possessivo perceba o que o leva a agir assim. Pode ser a necessidade de provar algo para si ou para o outro, a falta de confiança em si ou na relação ou uma história pessoal traumática. A partir disto, poderá avaliar o que é preciso mudar. Procurar atendimento psicológico pode auxiliar a se conhecer melhor e a rever o que não lhe faz bem. Uma melhor aceitação de si mesmo vai elevar sua autoestima, de modo a poder confi ar em si e no outro, sem que seja necessário se impor ou manter tudo sob seu controle”.
Amigos, familiares, colegas de trabalho, namorado ou marido – não importa quem, ninguém merece se sentir sufocado. Então, o primeiro passo é aceitar que existe um problema, para depois procurar ajuda para resolvê-lo. “Problemas emocionais, como situações de insegurança nas relações da primeira infância, principalmente com as figuras parentais, podem gerar pessoas possessivas”, esclarece Laila. “Isto pode se dever a situações traumáticas ou à maneira como esta criança sentiu ou vivenciou os fatos. Situações de perda ou traição na adolescência e na vida adulta também podem desencadear tal tendência, mas é importante frisarmos que isto não é uma regra”. Se você se identificou com a matéria, pode estar na hora de buscar apoio para sair dessa e construir relações mais saudáveis para você e para os que você ama.
 
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