O conselheiro matrimonial americano Gary Chapman, autor do livro As cinco linguagens do amor, questiona por que milhares de pessoas voltam a ficar sozinhas e se separam. “Depois de trinta anos de experiência, estou convencido de que a resposta está na incompreensão da maioria das pessoas sobre a natureza do amor”. Segundo ele, essa descrição aponta apenas o primeiro estágio de um relacionamento romântico: o Amor Obsessivo, fase em que a maioria das pessoas vive sob a ilusão de que o amado é perfeito e as diferenças são minimizadas ou negadas.
“Tudo começa com o que chamo de formigamento. Há algo sobre a aparência da outra pessoa, a maneira como ela fala, como age, como anda, que faz você formigar por dentro. Com o tempo, os formigamentos ficam cada vez mais fortes e a obsessão emocional se estabelece. É o estágio onde cada um se dá gratuitamente ao outro e o considera a pessoa mais importante do universo”, explica Chapman. O segundo estágio é a Aliança do Amor. “É um compromisso de amar apesar de tudo, consciente e deliberado. Ele requer pensamentos e ação. Não espera pelo encorajamento das emoções, mas escolhe buscar o interesse do companheiro porque está comprometido com o bem-estar do outro”, diz.
Mas de nada adianta entender os dois estágios de um relacionamento se, como argumenta o autor, você não aprender a expressá-lo em sua linguagem. “Estou convencido de que existem apenas cinco linguagens de amor fundamentais: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico. Cada um de nós tem uma principal e uma delas fala mais profundamente que as outras”, diz Chapman, que afirma: “podemos receber amor por meio das cinco, mas se não recebermos nossa linguagem de amor principal, não nos sentiremos amados, mesmo que a outra pessoa esteja falando as outras quatro”.
Nunca ouviu falar disso? Acha que é um conceito maluco? Então, não deixe de saber mais sobre três, das cinco linguagens do amor !
PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO:
A maioria das pessoas, se não todas, é influenciada pelas palavras que ouvem diariamente. Algumas cresceram em um lar onde sempre ouviram palavras positivas: “parabéns, você tem talento” ou “como você está bonita hoje”. Pessoas assim dificilmente terão problemas em expressar seus sentimentos através de palavras de afirmação. Mas, se durante sua vida toda ou parte dela faltou o incentivo pelas palavras, com certeza você enfrentará um problema nos seus relacionamentos, conforme destaca o autor Gary Chapman. “Fica óbvio que as pessoas que cresceram num ambiente lingüístico negativo terão maior dificuldade para aprender a falar palavras de afirmação. Para alguns significará o aprendizado de um vocabulário inteiramente novo, enquanto buscam esquecer os termos negativos que lhe saem tão facilmente da boca”, afirma ele.
* Mantenha contato visual quando o estiver ouvindo. Evite retirar os olhos em desgosto, fechá-los, olhar por cima da cabeça ou fitar os sapatos dele quando estiverem conversando.
* Ouça os sentimento. Pergunte a si mesmo: ‘o que ele está sentindo?’ Isto dá a ele a oportunidade para esclarecer seus sentimentos e comunica, ainda, que você está ouvindo atentamente o que ele está dizendo.
* Não se envolva em outras atividades enquanto o estiver ouvindo. Se estiver vendo, lendo ou fazendo qualquer outra coisa em que estiver realmente interessada e não puder abandonar imediatamente, diga a verdade a ele.
* Observe a linguagem corporal. Punhos fechados, mãos trêmulas, lágrimas, testa franzida e movimento dos olhos podem dar-lhe pistas sobre os sentimentos dele. A linguagem corporal transmite às vezes uma mensagem enquanto as palavras falam outra.
* Faça perguntas que provoquem reflexão. O fato de ouvir e refletir esclarece os mal-entendidos e permite que você confirme (ou corrija) sua percepção do que ele está dizendo.
* Pergunte se existe algo útil que você possa fazer por ele. Note que você está perguntando e não dizendo a ele o que deve fazer. Nunca dê conselhos até que tenha certeza de que ele os quer.
Identificando minha linguagem de amor
Você é do tipo que guarda tudo, tudo mesmo que te dão? Desde pacotinhos de balas até o ursinho de pelúcia mais feiosinho do mundo, mas que você amou? Pois bem, acaba de identificar a sua linguagem de amor. “Os presentes não precisam ser caros; em última análise, é o pensamento que conta. Mas lembre-se, no entanto, de que não é o pensamento em sua cabeça que conta, mas o presente produzido pelo pensamento que comunica o amor emocional”, explica o autor Gary Chapman.



09 de Dezembro de 2009
Consulene
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