Diagnóstico Errado de Câncer Por Teste Precoce

Atenção mulheres! Esse assunto sempre será de nosso interesse, não importa quantas matérias ja foram publicadas e lidas sobre esse tema, o que importa é quanto você ja aprendeu sobre ele. Mas dessa vez vamos tratar da situação em seu plano inverso, digamos que o diagnóstico seja positivo quando deveria ser negativo! Saiba mais sobre o CIDS.
Vem comigo!
Auto exame de mama
O CDIS, que também é chamado de Estágio 0 ou câncer não-invasivo, era um diagnóstico raro antes das mamografias começarem a ser amplamente usados nos anos 80. Antes deles, a patologia de mama geralmente envolvia a leitura do tecido à procura de caroços palpáveis. Os diagnósticos – geralmente de câncer invasivo, um tumor fibroso benigno ou um cisto – frequentemente eram óbvios.
 
Hoje, o CDIS é diagnosticado em mais de 50 mil mulheres por ano apenas nos Estados Unidos. As células anormais, que ficam envolvidas nos dutos da mama, são removidas antes que se desenvolvam em câncer invasivo. Há estimativas de que se permanecer não tratada, a condição se transformará em câncer invasivo em 30% das vezes, apesar de que poderia levar décadas em alguns casos.
 
Preocupada com a precisão da patologia de mama, o Colégio de Patologistas Americanos disse que iniciaria um programa voluntário de certificação para patologistas que diagnosticam tecido de mama. Entre suas exigências está a de que os patologistas leiam 250 casos de mama por ano.
 
“Não há duvida de que há um problema, e esse é o motivo para iniciarmos este programa de certificação”, disse o dr. James L. Connolly, diretor de patologia anatômica do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston.
 
Apesar do programa ainda nem ter começado, ele é controverso.
 
Com centenas de milhares de biópsias de mama realizadas por ano, alguns patologistas deverão perder negócios, disse Connolly, caso médicos e pacientes exijam que seus exames passem por um patologista certificado.
 
O dr. Dennis Citrin, oncologista do Midwestern Regional Medical Center em Zion, Illinois, que disse a Long que ela não teve CDIS, disse que os esforços para identificar câncer em seus estágios iniciais podem beneficiar os pacientes, mas também criam problemas.
 
“Nós agora estamos tentando mudar a trave do gol” disse Citrin. “Nós estamos tentando fazer o diagnóstico cada vez mais cedo. Haverá pacientes onde ocorrerá confusão ou diferença de opinião nesse espectro de mudanças, quanto mais cedo se busca identificar um processo. Por isso há casos como o de Monica.”
 
Erro de diagnóstico identificado
 
Em 2006, o Instituto Susan G. Komen pela Cura, uma influente organização das sobreviventes de câncer de mama, divulgou um estudo surpreendente. Ele estimou que em 90 mil casos, as mulheres que eram diagnosticadas com CDIS ou câncer invasivo de mama não tinham a doença ou seu patologista cometeu um erro que resultou em um tratamento incorreto.
 
Após o relatório do Komen, o Colégio de Patologistas Americanos anunciou vários passos para melhorar o diagnóstico de câncer de mama, incluindo o programa de certificação para patologistas.
 
Para a comunidade médica, os resultados do Komen não causaram surpresa, já que o risco de diagnóstico errado foi amplamente tratado na literatura médica. Um estudo de 2002, por médicos do Centro Médico da Universidade do Noroeste, revisou a patologia em 340 casos de câncer de mama e descobriu que 7,8% deles apresentavam erros sérios o suficiente para causar mudança nos planos de cirurgia.Imagem seio saudável e seio com câncer
 
Mas alguns patologistas consideraram a resposta a esses tipos de estudos como sendo lenta e inadequada.
 
Para diagnosticar câncer de mama, os patologistas olham para slides montados com finas fatias de tecido de mama. Os slides são tingidos com uma tinta que acentua os padrões de círculos e pontos, cada um representando uma célula, seu núcleo e membrana. O diagnóstico depende da aparência dessas células sob um microscópio.
 
Nos hospitais maiores, os resultados costumam ser apresentados a um painel, no qual uma equipe de médicos de várias disciplinas revê o relatório e desenvolve um plano de tratamento.
 
Vários laboratórios de patologia também se especializam em oferecer uma segunda opinião.
 
O dr. Michael Lagios, um patologista do St. Mary’s Medical Center em San Francisco, revê exames de mulheres que querem uma segunda opinião. E o que ele encontra o preocupa.
 
Em 2007 e 2008, ele revisou 597 casos de mama e encontrou discrepâncias em 141 deles, incluindo 27 casos onde CDIS foi diagnosticado erroneamente. Lagios diz que com base em sua experiência, as biópsias com agulha fina de CDIS de baixo grau e lesões benignas, chamadas de hiperplasia ductal atípica, ou HDA, podem ser interpretadas erroneamente em 20% das vezes.
 
Além de diagnósticos errados, há escolas de pensamento diferentes a respeito do que constitui CDIS. As variações de diagnóstico podem depender em parte de onde a mulher é tratada.
 
Em San Francisco, Lagios usa um critério que diz que algumas lesões de mama com menos de dois milímetros não são CDIS, mesmo que apresentem outros marcadores da condição.
 
No Beth Israel Deaconess Medical Center em Boston, também renomado por seus serviços de patologia de mama, essas lesões são consideradas CDIS, segundo Connolly.
 
Lagios diz que conversa frequentemente com pacientes com dificuldade em entender os vários diagnósticos diferentes.
 
“Isso deixa a mulher totalmente confusa”, ele disse.
 
O medo aumenta a confusão, e apesar do CDIS ser 90% curável, há uma crescente preocupação de que as mulheres e seus médicos optam por mais cirurgia agressiva, radiação e terapia com drogas do que o necessário.
 
Uma mastectomia às vezes é oferecida como opção para CDIS, apesar dos especialistas dizerem que ela geralmente não é aconselhável a menos que o CDIS seja grande ou apareça em vários pontos na mama.
 
Porém mais mulheres que se veem diante de um diagnóstico de CDIS ficam com tanto medo que optam pela remoção de ambos os seios, frequentemente contrariando a recomendação de seu médico.
 
Entre as mulheres que passaram por cirurgia para CDIS, a taxa de mastectomia dupla aumentou de 2% em 1998 para 5% em 2005, segundo um estudo do ano passado.
 
O dr. Ira J. Bleiweiss, chefe de patologia cirúrgica do Mount Sinai Medical Center em Nova York, disse que idealmente todos os diagnósticos de câncer de mama seriam encaminhados para uma segunda opinião. Ele alerta pacientes e seus médicos: “Não corram para a mesa de operação”.
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One Response to “Diagnóstico Errado de Câncer Por Teste Precoce”

  1. Geni de Freitas says:
    Tenho duvida qto ao exame que minha mãe fez?

    O médico não me esclareu o resultado que é: Hiperplasia Ductal?

    Papiloma intraductal?

    Ele disse que ela tem que faz uma cirurgia pra fazer análise.

    Estou muito preocupada pois ela é hipertensa e agora está com diabete tbam. Estou preocupada, me ajude por favor…..

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